
Psicologia Clínica e Psicologia do Trabalho

Psicoterapia
A Psicologia é segmentada em áreas distintas, fazendo com que seja comum a curiosidade relacionada à abordagem que psicoterapeutas utilizam. Meu ofício é baseado em duas linhas maiores: Psicanálise e Esquizoanálise. Ambas reconhecem a conflitiva inconsciente e se dedicam a pensar os processos de subjetivação a partir do exercício de uma cartografia destas linhas inconscientes, nem sempre tão óbvias, mas sempre presentes nos nossos modos de ser e estar no mundo. Sintomas e outros impasses, mais do que obstáculos, são vistos como pistas para ver por onde o sujeito busca se projetar e se afirmar em sua singularidade.
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Outra linha igualmente importante é a da Clínica Ampliada presente na Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde. A partir da experiência na clínica na saúde pública, sobretudo da experiência com transtornos graves e uso abusivo de álcool e outras drogas, tenho o entendimento de que pacientes não são agentes passivos e que nenhum sofrimento particular merece ser reduzido a um diagnóstico. O adjetivo “ampliada” parte do reconhecimento de que além do acolhimento, é preciso admitir que por mais singular que possa ser o sofrimento, este nunca estará descolado da dimensão política da vida coletiva: como e onde vivemos, classe social, família, trabalho, sexo, raça, orientação sexual etc. O inconsciente estará sempre interligado com os tempos em que vivemos e uma dor, por mais que seja particular, não é entendida como isolada da vida social.
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Desse modo, a perspectiva de trabalho proposta tem como cerne os movimentos que se produzem em meio à clínica através do encontro entre terapeuta e paciente.
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Atendimentos somente on-line durante a pandemia.